quinta-feira, 23 de setembro de 2010

FAMÍLIA: BERÇO DO DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL DA CRIANÇA


Considerando-se que o indivíduo quanto mais jovem, mais sujeito às influências ambientais, parece razoável que quanto mais apropriado for seu meio interacional – inicialmente, mãe e pai – melhores condições terá de criar, dentro de si, combinações entre seus aspectos constitucionais e este ambiente, que favoreçam um desenvolvimento mais harmônico.
A forma pela qual as relações iniciais do vínculo se estabelecerem definirá dentro das combinações da criança, sua própria forma de se vincular e de lidar com vínculos no mundo. Não se trata de perspectivas mágicas, nem matemáticas, mas de poder supor que, a partir de certos padrões relacionais, o indivíduo que, em uma família pode ser uma pessoa difícil, em outra poderia ser completamente diferente.
Ressaltando o que foi dito no início: a criança precisa de família que seja continente de suas angústias e ansiedades. Ser continente implica em poder amar. Poder amar implica em maturidade. Isto é o que faz a diferença.
De acordo com López (2005), as necessidades originais fazem com que a criança esteja “motivada”, biológica e socialmente, para incorporar-se ao grupo social. Por isso, pode-se dizer que a criança, quando nasce, já é membro de um grupo social familiar, já que suas necessidades básicas estão inevitavelmente ligadas aos demais, estão pré-programadas para serem satisfeitas em sociedade.
O mesmo autor destaca ainda que o grupo social onde a criança nasce necessita também de incorporação desta, para manter-se e sobreviver e, por isso, além de satisfazer suas necessidades, transmite-lhe a cultura acumulada ao longo de todo o decurso do desenvolvimento da espécie.
Esta transmissão cultural envolve valores, normas e costumes, atribuições de papéis, ensino de linguagem, habilidades de conteúdos escolares, bem como tudo aquilo que cada grupo social foi acumulando ao longo da história e que é realizado através de determinados agentes sociais, que são encarregados de satisfazer as necessidades da criança e incorporá-la ao grupo social.
Entre os agentes sociais estão determinadas pessoas (a mãe, o pai, os irmãos, outros familiares, os colegas e amigos, os professores e outros adultos)  algumas instituições (família e escola)  os meios de comunicação social (especialmente a televisão) e outros instrumentos ( livros,  brinquedos, etc.). Todos eles têm uma importância decisiva no processo de socialização da criança.
A forma como estes agentes sociais agem depende de inúmeros fatores contextuais, como a classe social, o país, a cidade, o zona geográfica na qual a criança nasce e vive e de determinados fatores pessoais como o sexo, as aptidões físicas e psicológicas, etc.
·         A criança nasce: indefesa; capaz de aprendizagem; pré-orientada socialmente. A sociedade oferece as tradições culturais: valores, normas, papéis, linguagem...
·         A criança tem necessidades: proteção, cuidados, afeto, jogo, exploração...  A sociedade necessita de novos membros para perpetuar-se e desenvolver-se.
                       Portanto, o processo de socialização é a interação entre a criança e seu meio. Esta interação e seu resultado dependem das características da própria criança e da forma de agir dos agentes sociais.



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