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sábado, 21 de agosto de 2010

O que é ensinar?



Em “O que é ensinar” de Regis de Morais, o autor descreve várias definições sobre o conceito de ensinar, vejamos os encontrados:
“Ensinar é, levantando o saldo real de uma experiência, confrontar isso com os resultados produzidos e falar do que vivemos e avaliamos.”
“Ensinar visa à compreensão, à sabedoria de vida. O ensinar é um amplo movimento de vida entre o educador e o educando.”
“O exercício de ensinar deve permanecer vinculado ao intento de promover as condições necessárias para, transcendendo o instruir e o adestrar, auxiliar o encontro de sua sensibilidade com a pluralidade rica do viver.”
“Ensinar do latim popular i-signare, marcar com um sinal. De onde se vai vendo que todos os efeitos que se exercem sobre uma mente são efeitos ensinantes”
“O ensinar tem direta implicação ao detonar da criatividade do educando”
“Ensinar é a ultrapassagem da coexistência para a convivência.”
“Ensinar acaba sendo quase que a arte de degelar as relações sem cair em intimidades indiscretas e indevidas.”
“Ensinar é hoje transpor as mediações negativas de uma sociedade objetal (voltada para o ter)  para atingir contra variações dos obstáculos, a sensibilidade e a inteligência do educando.”
“Ensinar é um processo que corre no leito do momento histórico com todas as suas condicionantes.”
“Ensinar é expor-se ao educando”
“Ensinar é tentar fazer com os alunos uma jornada que lhe fique de forma positiva, inesquecível.”
“Ensinar é um processo de desencadear, é tornar claro o choque entre ignorância e informação, entre alienação e consciência político – social, entre perplexidade e compreensão, entre o feijão e o sonho”
“Ensinar é auxiliar o educando a romper com velhos vícios maniqueístas de pensamento, isto é, formas simplistas e perigosas de olhar para vida, aprisionando uma realidade múltipla e fugidia.”
“Ensinar é sim uma forma de intervir em vidas humanas, mas pelo convite e não pela invasão.”
“Ensinar é mesmo uma tarefa de totalidade, no sentido de que cabe aos ensinantes algo diferente de mostrarem só o lado lúdico do chamado ensino-aprendizagem; cabe ao professor querer tentar, sinceramente, contribuir para que seus alunos divisem no horizonte amplo de viver.”
“Ensinar é intervir enquanto isto nada tenha a ver com o autoritarismo das invasões da vida alheia.”
“Ensinar é provocar um encontro sensível e inteligente com a vida, compete muito aquele que ensina mostrar aos seus alunos a importância de ser vulnerável ao outro.”
No livro o autor esboça a nova fisionomia que deve alcançar o ensino e nos faz uma critica a educação para o vestibular e não para a vida.
O ambiente escolar segundo o autor está enfermo, deve-se encontrar o ponto de equilíbrio entre o principio de libertação e o principio da disciplina.
No ambiente familiar onde o ensino se inicia, o modelo de família atual se apresenta ausente e a sociedade só se preocupa em produzir e produzir, enquanto se estes pais passassem mais tempo com seus filhos quantos aprendizados eles teriam a cada momento. E em muitos casos a criança fica na TV, nos jogos eletrônicos que transmitem coisas que nada tem a acrescentá-las.
Para ele o ideal seria que os alunos desde cedo exercitassem a escolha de seus caminhos, para pintar peixes da cor que emergem em suas águas interiores.
Para pensar na nova face do ensino é importante não dispensar as lições mais preciosas do passado e não mais viver ensinando para o vestibular.
A leitura do livro foi muito agradável, me fez refletir sobre a educação e o ensinar em várias definições interessantes.
Por fim, podemos citar (CE.Bloch). “No futuro habitam todas as possibilidades”, mas devemos nos preocupar que como o remador,  para chegar ao destino o que importa é remar bem agora.

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